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Assassinato de Gimaikele: Depois de 12 anos Carlos Júnior vai a júri.
14/02/2017 ás 08:03:47
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Carlos Augusto Chaves Pereira Júnior, que participou do assassinato de Gimaikele Andressa de Souza, 13 anos de idade sentou no banco dos réus nesta segunda-feira 13 e foi condenado em 22 anos de cadeia em regime fechado. O assassinato da garota foi em 20 de julho de 2005.

O conselho de sentença reconheceu o crime que Carlos Júnior cometeu, praticado por motivos fúteis, com emprego de meio cruel, sem chance de defesa da vítima e também reconheceu que o acusado, apesar de negar, praticou o crime de estupro.

Pelo assassinato o juiz, Fabrício Sávio da Veiga Carlota, relatou que a pena varia de 12 a 30 anos de prisão e imputou-lhe a condenação a 15 (quine) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime fechado, porém, por ser réu-confesso, a pena foi reduzida em um ano.  

Já para o crime de estupro, os jurados entenderam que Carlos Júnior praticou o crime, agindo com premunição e frieza, contra uma adolescente de 13 anos que se encontrava sozinha, com outros homens na chácara do réu, oportunidade em que ele se aproveitou desse momento.

A pena para esse tipo de crime varia de 06 a 10 anos, em regime fechado todavia, o juiz entendeu necessário aplicar a pena de 07 anos e 06 meses de reclusão.

No total, Carlos Júnior foi condenado em 22 anos de prisão, no regime fechado, porém, como faltam apenas 02 meses para que ele conclua 1/6 na prisão, que é de pouco mais de 03 anos e 06 meses, tempo que ele já tem de cadeia, em aproximadamente 60 dias será colocado em liberdade.

O juiz negou o direito do réu de recorrer da sentença em liberdade, haja vista, que, após o crime ele desapareceu de Juara e só foi encontrado 08 anos depois e condenou-o, a pagar as custas processuais.

A acusação esteve a cargo do Ministério Público, representado pela promotora de justiça criminal, Roberta Cheregati Sanches e a defesa pelos advogados, André Schneider e Amanda Colete.  

A mãe de Gimaikele Andressa de Souza, Anarlete de Lima, que assistiu todo o julgamento disse a reportagem da RECORD TV e RÁDIO DIFUSORA 1140, que não ficou satisfeita com o resultado. “Esperava uma pena maior para o acusado e acredito que o pai da Gimaikele vai recorrer. É muito difícil para uma mãe assistir um júri e ver de frente o assassino de sua filha, mas espero pela justiça de Deus, não perdoo este assassino porque a justiça dos himens não foi feita”, desabafou.

Relembre como foi este assassinato que na época gerou comoção na cidade de Juara/MT.

No dia 20 de julho de 2005, na chácara de Carlos Augusto Chaves Pereira (pai do acusado Carlos Augusto Chaves Pereira Júnior, nas proximidades do Rio Arinos, os acusados Hélinton Birnfeld, Maykon Furlan Requena, Karl Marx Braga Gomes e Cleverson Monteiro Schmitz, em companhia dos menores J.C.S e E.B, promoveram uma festa com a intenção de praticarem relações sexuais com mulheres.

Por volta das 21h30, Maykon e Hélinton buscaram Gimaikele Andressa de Souza, que contava apenas com 13 anos de idade e a constrangeram a ter relação sexual com todos os denunciados e também, com os menores J.C.S e E.B.

Maikon teria sido o primeiro a manter relação com a vítima no banheiro da casa, quando a mesma entrou para tomar banho. Segundo os autos, enquanto o primeiro se relacionava com a vítima, os demais observavam pelo forro da casa.

Em seguida, o acusado Karl Marx, também manteve relações sexuais com a jovem no mesmo local e que os demais acusados ficaram de guarda na porta impedindo qualquer reação da garota.

Ato continuo narram os autos, que a vítima foi conduzida para um quarto, onde manteve relações sexuais com os demais acusados, inclusive com os menores J.C.S e E.B. Ainda no quarto, os acusados Carlos Junior, Hélinton e o menor J.C.S, trancaram a porta e obrigaram Gimaikele a manter relação sexual com eles, sem a mínima possibilidade de defesa da vítima.

Em seguida, relata a peça do Ministério Público, que parte dos denunciados foram para a cozinha, oportunidade em que Carlos Júnior propôs ao menor J.C.S, e Hélinton que matassem Gimaikele Andressa de Souza. Foi então que os 03 acusados pegaram algumas ferramentas para a prática do homicídio e a convidaram para ir ao Rio Arinos.

Durante o trajeto, o menor J.C.S., após um grito de Carlos Júnior, atingiu a adolescente Gimaikele com dois golpes de enxada na cabeça e, como a vítima ainda estava viva, Carlos Júnior deitou-se em cima dela e com uma faca passou a serrar a garganta da mesma.

Ainda assim relata o Ministério Público, Gimaikele continuava com vida, razão pela qual, com o cabo de uma enxada, que havia se partido durante os golpes na cabeça da garota desferidos por J.C.S., Carlos Augusto Chaves Pereira Júnior e Hélinton Birnfeld pressionaram a garganta dela subindo um de cada ponta do cabo, até leva-la a morte.

Tem-se ainda, que, após o homicídio, o réu Carlos Augusto, Hélinton e o menor J.C.S., deslocaram-se até a ponte do Rio Arinos carregando o cadáver de Gimaikele e ocultaram ou desovaram o corpo próximo a este local.

O Ministério Público relata que todos os acusados participaram do crime de corrupção de menores, eis que, juntamente com eles, participaram da empreitada criminosa, os adolescentes J.C.S. e E.B.

 

Fonte: Paulo Becker
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